QUANDO O ESQUECIMENTO NÃO É DOENÇA?

Saiba diferenciar os sinais do Alzheimer e do esquecimento normal

Resultado de imagem para Alzheimer
Em palestra, especialista argentino destaca as características dos dois quadros. Veja quando se preocupar e procurar o médico
Quantidade de pessoas atingidas pela enfermidade deve dobrar em duas décadas


O Alzheimer assusta todo mundo: estima-se que quase 50 milhões de pessoas tenham algum tipo de demência no planeta, número que vai ser duplicado nos próximos 20 anos. Essa explosão nas estatísticas está relacionada com o aumento na expectativa de vida da população, uma vez que o envelhecimento é o principal fator de risco para a destruição de estruturas essenciais para o funcionamento dos neurônios. Mas como distinguir os primeiros passos de uma doença do “brancos” inofensivos?

Esse foi o tema de uma conferência com o neurocientista argentino Ricardo Allegri, do Instituto de Investigações Neurológicas de Buenos Aires, durante o Congresso Mundial de Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado em Porto Alegre durante o mês de junho. Inclusive porque pequenas falhas de memóriasão naturais e acontecem com o passar dos anos — até 70% dos indivíduos com 70 anos reclamam de dificuldades para se recordar das coisas.

De acordo com sua aula, é normal que idosos levem mais tempo para aprender coisas novas e se lembrar de detalhes específicos de uma situação. Eles também se distraem mais facilmente. “Nesse caso, a queixa vem mais da própria pessoa do que de familiares ou amigos”, relata Allegri.

Na contramão, o esquecimento que preocupa pra valer tem características distintas. “O paciente apresenta uma dificuldade tremenda para recordar datas e eventos recentes, apaga completamente um episódio que vivenciou, repete as mesmas questões diversas vezes, se perde no lugar e não consegue seguir direções”, elenca o especialista. Também é comum que as reclamações sobre esses sintomas partam mais de parentes e colegas do que do próprio acometido pelo descompasso neuronal.

Diante dos sinais, é importante consultar o médico para tirar todas as dúvidas e realizar alguns exames. A detecção de Alzheimer envolve uma extensa investigação por meio de avaliações neurológicas no consultório e testes de imagem, como a ressonância magnética e a tomografia. Iniciar o tratamento com antecedência atrasa a evolução do quadro e aumenta a qualidade de vida.
Quantidade de pessoas atingidas pela enfermidade deve dobrar em duas décadas.

Qualquer dúvida procure um médico para melhores esclarecimentos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CUIDANDO DO TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO